Ant woman

Lá vai ela, tiquitita toda laboriosa com a folha na cabeça. Parece até a maria lata d'água, inclusive na cor. Sem preconceito porque a beleza negra é a que resume todas as outras. Glórias ao Criador por isso e um milhão de outras.
Incansável, a elétrica criatura não para nunca. Costumo sequestrar uma ou outra e fazer uma massagem relaxante, mas o que elas querem é produzir. Acho que não sobra tempo nem prá comer. Será que elas fazem sexo? Deve ter uma ou outra mais atiradinha que se dá um tempo gostoso, lógico. Devem sentir um comichão o tempo todo, um relando no outro com aquelas patinhas quase lanosas. Cosquinha é o que deve dar. E o ferrão; será fica na cabeça como parece? Sei lá...
Mas o que me levou a trazer a metáfora foi porque eu ando meio formiga e para o bem do meu futuro vou continuar sendo. Agora mesmo eu podia seguir bailando ao som de musiquinhas banais, mas o dever me chamou e disse: "Filho(a), você já se divertiu que chega e é hora de mostrar serviço público". Eu, hein?
Instrutor Júlia continua na lista de desaparecidos por ócio e eu de maior boa vontade oferecendo o meu coração aos que se abrem a ele. Botão com botão é tom sobre tom, primavera(s). Printemps; em francês. Eu - a mulher formiga. Nunca imaginei que ia chegar o meu dia de Marvel Comics.
Me perdoem vocês, porque não é nada ético usar este espaço para auto promoção. A título de tornar mais interessante a figura do workaholic, aí faz todo o sentido do mundo.
Inclusive anexei um desenhinho que me visitou primeiro que o post. Premonição estética, deve ser.
Na prática não sei se o(a) modelista conseguiria montar a peça como se apresenta, mas como o Alexander Mcqueen não economizou esquisitices e venceu até não mais existir... O Versolatto não porque esvoaçaria demais a saia envelope. Saint Laurent seria uma opção, se vivo. Entre os que ainda andam entre nós, Carolina Herrera. Aí teriamos também o perfume da Mulher Fomiga. Base de açúcar e só para homens grandes pirulitos. Não sei se a CH aceitaria cumprir as minhas orientações a risca. O público alvo seriam os masculinos ao máximo. Quando eu digo máximo é O MÁXIMO.
É tão gostosa a sensação de dar frutos, principalmente no final de semana quando a gente geral  senta em frente a TV e anestesia a cabeça de amenidades horrorosas. Ainda há quem prefira a os canais abertos. Eu, também, mas em se tratando de uma colocação outra. Não me peçam maiores detalhes.
Sobrou tempo ainda prá fazer meu cadastro em um site de namoro e fui rejeitado por um quase  vizinho árabe que me jogou na cara que não tinha como fazer comigo o que ele faz com outros. Um outro mais populi me cumprimentou pelas fotos do perfil. A maioria da cintura prá baixo e do joelho pra cima. Isso me faz sentir um objeto sexual quadrado. Até agora nenhum efeito colateral.
Só não me peçam para mencionar esse ou aquele candidato ao cargo máximo da nossa nação. Porque o patrão Júlia anseia conquistar o mundo com o nosso cantinho íntimo e desprentesioso e para isso quer que nos atenhamos ao que é de interesse universal.
Ah! descobri também um filmaker espanhol radicado na Alemanha que faz uns filminhos bem agradáveis e com boa plasticidade. Atores com físico normal e que aprecio muitíssimo. O próprio diretor é uma gracinha de normal. Enviei uma mensagem oferecendo meus serviços literários, embora a vontade foi me candidatar a um papel. Como é que eu ia chegar na hora? Nunca.
Vou me permitir dizer que o candidato brasileiro mais alto e moreno é um recurso e tanto. Entendam como quiser.  Quanto ao meu voto... Segredo. Mais clichê, impossible.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Meu desprezo: não falo de quem não merece atenção.

Não há outra mulher como Suzana